terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Como posso dizer que a amo?




Hoje uma pessoa muito especial me presenteou com esse BELO poema:


                   ☼☼☼

Como posso dizer que a amo?
Eu perguntei a mim mesmo
Fiquei pensando nisso
Saí andando a esmo





Vou escrever para ela um poema
Que possa gritar esse amor
E se ela não ler?
Eu não sou escritor


Pensei em dizer numa canção
Tocar o que eu tenho sentido
Mas eu também não sou cantor
Certamente não serei ouvido

Vou subir no alto de um prédio
E gritar o que estou sentindo
Mas e se ela achar que é assédio,
Ou se lá de baixo não estiver ouvindo?

Não sei como deixa-la saber
Demonstrar antes que a “folha” termine
Não sou escritor, poeta ou cantor
Não sei dizer: “te amo Pettine”.


sábado, 6 de janeiro de 2018



Ninguém viu quando eu chorei.
Ninguém sentiu o que senti.
Ninguém se fez presença.
Ninguém se pôs aqui.

A hora mais escura é uma hora da amargura,
Onde se revelam desencantos,
Onde a dor se transfigura.

Tua imagem que hoje parte,
É presença que me invade.
É sentido transmutado,
Amor idealizado.


Jamais é consumado além da pele a transpassar,
O que a mente cria,
Tão somente a recriar,
São desejos improváveis
Que só a mente há de apagar.

Complicado como a gente
É tudo o mais a nos rondar.
Essa vida, essa gente,
Que se envolve a nos sondar.

Sondando minha alma
Te encontrei bem fundo, aqui.
Utopia visionária
Te enxergar sem existir.

Parecia tão palpável, algo tão material.
Que cegou até os sentidos
Invertendo minha moral.

Nessa vida todos guardam seus segredos de antemão,
Justamente porque temem, complicando a emoção.
Nem tudo deve ser dito, nem suposto logo então,
Pois nem sempre a verdade reside na imaginação.

Antes tudo fosse mágoa,
Antes tudo uma ilusão.
Não haveria história.
Nem tampouco aflição.

Priscila Pettine
Só é bom o que melhora o ser humano! Poesias alimentam a alma! Quem será capaz de traduzir minha alma através de minha escrita?

Poemas sem nome...

 "Nasceram assim, no âmbito da madrugada e assim os posto."


Existe um monstro tão vil, nefasto,
Tão pernicioso, cruel, malsão,
Que embora nasça do olhar mais casto,
Provoca chagas no coração.

Seu preferido e sutil repasto,
É sorver dores, medos, tensão,
Tornar o espírito em trapos, gasto, 
E a mente imersa num turbilhão.

É Baal nas tascas do precipício,
É Judas conflagrando a traição,
Jaz no mundo consumado por seu vício,
Sem amor, o ser cruel da perdição.

                                    
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O livro recebido em plana paz, 
Ao seio d'alma ansiosa de cultura
É semente que bons frutos traz,
É centelha que em sol se transfigura.

Semente fértil, de virtude rara,
Quantos frutos do saber produz
Livrando a mente de qualquer amarra
Um livro salva lhe trazendo a luz.

Bendito aquele que tão culto faz
De livros, a exemplar semeadura
Aos lugares de treva pertinaz
De onde se esparge a luz que mais fulgura

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Sou a que existe pelo mundo afora
Vestida de mil formas e cores
Em toda parte estou por horas
A fazer graça, trolando dores.

Aos dias atuais, bem como outrora
Sempre a inspirar tão vás amores.
A humanidade já não me adora
Como me adoram os ceifadores. 

Sou algo assim, expressando amor,
Criação divina bem inspirada
No olhar de alguns comungo vida,
Aos olhos meus, ela é transloucada.

Ao passo "leve" em que me vejo,
Comungo a arte em catedral,
Tão imponente e adornada
Da festa alegre ao funeral.


Em palácio já és morada,
Em mim uma eterna inspiração
Premeditam sempre as madrugadas
A sorte incauta em que estão.

                     Priscila Pettine
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Só é bom o que melhora o ser humano! Poesias alimentam a alma! Quem será capaz de traduzir minha alma através de minha escrita?



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Urgência da alma...

Há algo dissonante,
Algo meio salutar
Prosseguindo adiante
Retornando ao seu lugar.

Parecia algo novo
Nova ideia e inspiração
Perfazendo novamente
A mesma mente em questão.

Caminhando obstinada
Sempre a frente a pisar
Viu sua imagem num rio d’agua
Refletindo o seu penar.

Mas pensou indignada:
Dessa vez, comigo não!
Se não mata essa ideia
Ela a matará então.

Outros chegam e lhe pedem
Que traduzam em canção
O que não sai de outras bocas
Mas transborda ao coração.

E inversamente segue
Anunciando aos que veem,
Já não peço que me escrevam,
Peço apenas que me leiam.

Me traduzam se puderem
Mas não me atribuam não,
Palavras em minha boca
Que ditas por mim não são.

Deixo tudo registrado
Em palavras a se incrustar
Em papeis e telas claras,
Mais palpáveis que meu olhar.

Saibam todos os que me lerem
Que não precisam me escrever.
Em mim esse grande ofício
De escrita é mais sofrer.

Não descrevam nunca a mim,
Registrando por suas mãos,
Pois assim eu sei que nunca
Serei EU em teu cartão.

Já me fiz e me refiz,
Registrei e avisei.
Não respondo por me leres
Ao inverso do que tens.

Respondo pelo que escrevo
E não pelo que compreendeis.
Numa lida toma a artista
Meu estilo agora é teu.

E sabendo dele segue
E se apropria do que é meu
O discernimento segue
Faça dele o apogeu...

                       Responsável és agora
                      Por me ter no coração.

Sou responsável pelo que escrevo,
E não pelo que compreendeis.
Por isso, não peço que me escrevam,
Mas só que possam ler,

Pois assim os desobrigo
De carregarem  fardos meus,
De traduzir minh’alma
Como fiz a quem morreu.

                           P. Pettine 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Um poeta habita em mim


Um poeta habita em mim
E manifesta sua dor
Aconselho a pôr um fim
Procurando algum doutor.

O poeta não dá trela
E a mim nem atenção
Seu sentido se enreda
Ao meu em sutil menção.

Conflitante coabita
Astuto, o meu coração.
Ao poeta passo a rima
Inflando minha emoção.

Acho que não sei de nada
Deduzir só sou capaz
Ao conceder-lhe a morada
Logo cúmplice me faz.

Habitada de poesia
Acostumo-me a viver
Tantas noites, todo o dia
Duelando em meu ser.

E de antíteses desponta
Muitos trechos de sua dor,
Ora forte, ora fraca
Travestida de amor.

Desconheço a empreitada
Dessa construção sem fim,
Que de meu ser fez morada
Engendrada em teu jardim.

Já não sei de quem é mérito
Tanta palavra transpor
Da hospedeira jaz sem nexo
Ou do poeta da dor.

Descobrir talvez não seja
A melhor revelação
Dos mistérios que verseja
Em cada situação.


Habitando em mim se esconde
Quartetos de outro ser
Cuja alcunha corresponde
A de um poeta a esmorecer.

E por poemas se mostra
Em evidência a sua dor.
E não há doutor que possa
Sanar males de amor.

Mas se há enfermidade
Nesse talo de emoção,
Independente da idade
O prognóstico é paixão.

Habitando em mim, doente
Apaixonado há de ser
O poeta expoente,
Retalhado de viver.

Um poeta habita em mim
E manifesta sua dor.
Vulnerável vou assim
Ajudá-lo a ser quem sou.


          P. Pettine

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Vocês já conhecem a LIBREFLIX?

                            


Lançada recentemente, essa Plataforma de Streaming aberta e colaborativa, reúne diversas produções independentes de livre exibição.
O serviço foi criado por um camarada mui gentil e altruísta (e inteligente), que cursa Engenharia da Computação e Sistemas de Informação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Guilmar Rossi. Ele é um hacktivista que “se empenha em criar e desenvolver coisas em prol de causas sociais, ecológicas e políticas”, ou seja, um exemplo de ser humano.
O projeto da Libreflix se baseia no conceito de Cultura Livre, por meio do qual se defende novas formas de compartilhamento de cultura, que atinjam todas as pessoas, principalmente as que não podem pagar por ela.
Por meio dessa ideia, você pode inclusive criar algo novo a partir do trabalho de outros e disponibilizar na plataforma, e é bem assim que é a descrição do projeto, no site.
Caso alguém queira colaborar, basta se inscrever lá preenchendo uma ficha com as informações a respeito do material submetido, como classificação, ano etc.
Como não bastasse a ideia colaborativa, o Libreflix ganha mérito também pela qualidade dos conteúdos, que trazem diversos documentários pertinentes, conteúdos reflexivos, que auxiliam estudos e pesquisas em ramos diversos do saber, a quem possa interessar.
Confesso que adorei a ideia, e já tinha imaginado algo nesse sentido (difícil seria a mim concretizar...rsrsr), mas como disseram os filósofos: “Tudo o que uma mente humana for capaz de imaginar, outras tantas serão capazes de criar”, e assim é.
Encontrei muitos títulos que me atraíram, tais como We are Legion, documentário que trata do grupo de hackers Anonymouys e Deep Web que mostra julgamento e a prisão do criador do mercado negro on-line Silk Road. Notei que há muitas coisas sobre hackers e tecnologias...
Mas um documentário que saltou aos meus olhos foi The Mindscape of Alan Moore, de 2005, que narra a vida e a obra desse incrível escritor britânico, responsável pelas HQs que muitos amam, como Watchmen e V de Vingança, entre outras. Sou fã desse autor.

E encurtando o papo, sugiro seguir logo até lá e dar uma espiada no que consta disponível e aproveitar.



 Agora além da NETFLIX, eu curto a LIBREFLIX

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Resenha: The Sinner - Boa dica de suspense psicológico




Pra que gosta de suspense psicológico, a dica agora é The Sinner (A Pecadora), a nova série que chega no Netflix.
Baseado no livro homônimo da escritora alemã, Petra Hammesfahr, o thriller acompanha uma jovem mãe, protagonizada por Biel, que após ser tomada por um súbito ataque de fúria, esfaqueia um homem publicamente, sem saber explicar o porquê do crime. A trama vai se aprofundar nas motivações que possam ter levado a protagonista a cometer o ato de violência, abordando também a obsessão do investigador por respostas. Nessa jornada, os dois irão até as profundezas da psique da personagem, além dos segredos violentos de seu passado que ainda permanecem escondidos.
Ao longo dos oito episódios da 1ª temporada, você pode esperar se envolver num enlace de segredos e mistérios que vão sendo desvendados aos poucos, prendendo você do primeiro ao último episódio, num suspense digno de menção.
Vale a pena conferir.


Classificação: 16 anos