segunda-feira, 10 de julho de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Desisti de lutar
Pelo seu amor
Que não me apetece
E só causa dor.
Desisti de doar-me
A quem não me quer
Com postura imponente
E fibra de mulher.
Desisti de brigar
Tantas lutas em vão
Que só nos divide
E não traz união.
Desisti das tolices
Que mostram a mim
Esse mundo e sua gente
Sempre a me ferir.
Desisti sem delongas
De me flagelar
Por não ter a quem ame
Mas tendo quem me amar.
Desisti por tantas vezes
De por ti brigar
Portanto, não temos
Mais que duelar.
Desisti da vontade
De não desistir,
Pois não existe metade
A nos dividir.
Desisti prosseguindo
Sempre a desistir
De entregar os pontos
Antes de partir.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
O que não traduzi
Ainda está em mim,
Aguardando algum canto
Pra poder se exprimir.
O que não te disse
Em olhar revelei
Desaguando vestígios
Do quanto chorei.
O que não lhe causo
Eu causo em mim,
E por vezes desabo
Pensando em desistir.
O que não lhe disse
Há muitos contei
E que mal existe
Se só lhe poupei?
O que não falo
Suprimido está
Cravado em meu peito
Sem poder "verbear".
O que não vejo
Vê o meu coração
Tão sensível ao toque
Sutil de sua mão.
O que não penso
Pode não existir.
Penso, logo existe
Algo dentro de mim.
O que não calo
É preciso gritar
Em todos os cantos
Por justiça bradar.
O que não termino
Acabado se vê
Perpetuando minha essência,
Revelando meu ser.
E assim eu termino,
Sem por fim acabar,
O que não impede
De continuar...
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Sabe essa tal vontade
De escrever e de pintar
Que vem surgindo há dias
Traduzindo o meu pesar?
É coisa por demais divina
Se assim eu perceber
O nascer de tanta arte
A partir de meu sofrer.
Promovendo a catarse
Sigo traçando à mão
Poesias e encartes
Que refletem o coração.
Vou pintando em luz e sombra
O que era só escuridão
Colorindo e dando forma
E chamando a atenção.
Até eu me surpreendo
Com essa ânsia de ilustrar
De todo e qualquer modo
O que poderia ocultar.
E fraseando me revelo
Pinto um quadro do meu ser
Que nem todo o tempo é belo,
Mas marcante há de ser!
Sua imagem
Descortinando a madrugada
Vem sua imagem a me tomar
Sem permissão alguma
Pra querer me assombrar.
Mudo o foco, troco o lado
Para desbaratinar
Sua imagem que me surge
Querendo me cegar.
Mesmo sem querer lhe vejo
Em qualquer canto que olhar
E tudo te lembra tanto
Que nem quero mais cantar.
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